segunda-feira, 7 de março de 2011

Zôo



Ah, zoológico. Aquele lugar pra onde a professora da primeira série adorava levar a turma. E a da segunda série também. A da terceira também. E a da quarta só levava quando a turma tá insuportável em sala de aula. Mas é por causa delas que eu adoro ir lá. E acho que todo mundo deveria gostar também. Zoológicos são pontos turísticos obrigatórios, mesmo pra quem odeia bicho e prefere ver de casa no National Geographic. E a razão é simples, e até óbvia: um zoológico nunca vai ser igual ao outro. Cada um vai ter os animais que melhor se adaptarem àquela região, ou que sejam mais fáceis de serem adquiridos pela proximida do habitat.


Vimos os clichês: leões, girafas, macacos, elefantes. Mas também vimos ursos menores e com caudas longas, corujas, pandas, alimentamos tubarões. Encontramos até uns tanques lotados de peixes que faziam a limpa no teu pé. A gente paga um pouco mais de um real pra ficar 10 minutos com o pé ali dentro. Confesso que demorei uns oito só pra me acostumar com as pequenas mordidas. Alguns peixes sem noção que mordiam sem dó dificultaram a adaptação. Mas no final a coisa anda e vira quase que uma massagem.



A cena mais engraçada aconteceu num canto onde eles recriaram o ambiente africano. Ali tinha duas girafas, um lagarto, algumas zebras e um avestruz, todos convivendo no mesmo espaço. E nos cinco minutos que a gente ficou por ali, já deu pra ver que o pobre do avestruz era o que mais sofria bullyng da galera. Ninguém tava nem aí pra ele. Teve uma hora que a girafa chutou o coitado. Pegamos a cena em vídeo.




Deu tempo até de encontrar um fã meu.



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Esse foi basicamente o nosso sábado. O plano pra domingo era assitir mais um pouco de rugby e na sequência ver gente batendo em gente no Muay Thai. Pegamos nossa pelota de futebol que compramos numa loja barata e fomos ver o James jogar. Chegando lá, quem diria: em um dos 4 campos do lugar, tava rolando um jogo de futebol, com times uniformizados e tudo. Era o German All-Stars contra um time local. Assistimos uns 10 minutos de jogo desses pernas-de-pau e ficamos num campo desocupado trocando uns passes e lançamentos com a nossa bola de camelô de Torres. Tava tudo bem até que duas crianças vieram e roubaram nossa bola. E a mãe delas achando a maior graça. Minha senhora, não é engraçado. Vocês têm cinco segundos pra devolver a bola pra gente. Regra básica de relacionamento com brasileiros: jamais tire a bola de futebol deles. E é óbvio que não devolveram.

Se não tivessem 3 anos, iam se ver comigo.

***

Depois do Zôo, é hora do Muay Thai. Finalmente iríamos ver o pau comer nesse que é um dos esportes mais tradicionais do pais. Iríamos. Quando a gente chegou na bilheteria, descobriu que o preço pra estrangeiros era absurdamente mais caro. Deixamos pra ir mais pro final do mês, quando a maioria da galera recebe o salário. Nos olhamos e chegamos num acordo justo: resolvemos comer e beber naquele mercado onde tudo é barato, na Khao Sand Road.

O plano pro final de semana que vem é ir em alguma ilha. Aí sim, meu amigo. Aí sim.

2 comentários:

  1. Hahahaha, que lindo o mullet tailandês! E adorei os bichinhos também. Todos

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  2. Os peixinhos nos pés não dão cócegas??
    E pobrezinho do avestruz! Fiquei com pena, hehe :/

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