segunda-feira, 14 de março de 2011

Body Art. Um estilo de vida.

Koh Samed (ou Koh Samet)



Aqui tá uma loucura, falando agora do trabalho. Acho que foi semana passada que sentamos pra listar todos os projetos, pequenos sites ou grandes campanhas, que tínhamos pra fazer. E são 7. Sendo que todos exigem a nossa total atenção, não dá pra ir fazendo um pouco de cada um. E isso de certa forma nos preocupa, já que não temos todo o tempo do mundo pra fazer tudo: só um mês e mais uns dias.

Fácil dizer que os próximos dias vão ser complicados. E pra dar aquele tempo na cabeça antes da pauleira, resolvemos ir atrás de um devido descanso. Escolhemos uma das ilhas do país a dedo: Koh Samed (vários lugares colocam Samet, com "t", e outro vários com "d"). No papel, parecia uma ilha bonita, barata e teoricamente perto de Bangkok. E era tudo isso mesmo na realidade.

Acordamos às 4h da matina no sábado pra pegar a primeira van na Victory Station. Aliás, isso é engraçado. Eles têm uma rodoviária na cidade, que não é muito grande, mas existem esses pontos de vans em estações de metrô (SkyTrains, no caso) que te levam pra muitos lugares legais. E talvez até por um preços mais amigáveis. O valor dessa van foi 200 bahts, ou 10 reais. Ela nos levou até Bang Phe, a cidade portuária mais próxima da ilha. E ali a gente pegou um barco que nos levou até Koh Samed, por mais 100 bahts, ou 5 reais. Tá acompanhando? 15 reais até agora. E já foram o suficientes pra gente tocar os pés nas areias brancas e mar transparente da nossa primeira praia turística. Sim, turística. Não chamamos mais tanta atenção das pessoas na rua como acontecia normalmente. Agora, americanos e alemães disputavam os olhares em um concurso pra ver quem conseguia ficar mais vermelho.

Chegamos no porto e caminhonetes se prontificaram a levar os turistas até o parque nacional da ilha, que é onde ficam as melhores praias, pousadas e tudo o mais. O carro não andou nem 500 metros e parou pra gente sair. Menos mal que nos cobraram só 20 bahts, ou 1 real. Logo na entrada do parque, uma facadinha inesperada que nem os livros turísticos tinham previsto. Tinha que pagar 200 bahts pra entrar. 10 reais. Bom, tudo bem, já estamos aqui, não é? Vai em frente no canivete, amigão. Entramos no parque e já nos encontramos de cara com a praia. Coisa linda. Fomos logo procurar um pousada, porque a vontade pular na água era grande. E o calor também. Achamos um bangalô honesto: 700 bahts a noite, já que chegamos num sábado e voltaríamos no dia seguinte, o que daria 350 bahts, ou 17 reais, pra cada um.

Nosso quarto, ou bangalô. Rosa pink, um must.

Mochilas seguras no quarto, sunga escondida na bermuda e simbora pro mar.



Nesse momento eu estava pensando nos meus queridos colegas de Paim e em alguma piada que agora eu esqueci.


A noite na ilha é bem movimentada. Quase todos os bares e restaurantes beira-de-praia ficam com luzes coloridas e muita gente na frente. Também mandam ver numa trilha sonora digna de top5 da Jovem Pan, pra fazer a alegria da gringada. Mas o que mais nos chamou atenção foi o famoso show de fogos com os Fire Men, tão anunciados em banners nas areias. E eles fizeram por merecer. Os caras são bons mesmo. Imagina um show de boleadeira só que com as pontas pegando fogo.



No último dia, admito, chutamos o baldinho de praia. Escolhemos um daqueles passeios de barco clássicos que todo turista faz e abrimos o bolso. 30 reais cada um pra dar uma banda em 5 ilhas e mergulhar de snorkel em dois pontos. E foi certamente uma ótima escolha.




E pra fechar, um gringo bem tranquilão vestindo uma obra do Oscar Niemeyer:


quarta-feira, 9 de março de 2011

Muay Thai

O Graham, em um momento de pura solidariedade, viu que a gente tava trabalhando bastante nesses últimos dias e depois do almoço simplesmente nos chutou pra fora da agência. "Vão dar uma volta pela cidade, conheçam gente, se percam por aí", ele disse. Não preciso nem dizer que antes que ele pudesse terminar a frase a gente já tava com a mochila nas costas esperando o BTS (SkyTrain). Fomos relaxar num parque e depois assistir, finalmente, uma luta de muay thai.

Primeira parada: Lumphini



Árvores, sombras, lagos, pombas, lagartos. Pronto, chega de falar do parque.

Segunda parada: Muay fucking Thai

O Gustavo encontrou uma revista sensacional, a Bangkok 101, que é basicamente pra turistas e fala das principais atrações da cidade em detalhes. Nela, ele viu que em muitas quartas-feiras rola Muay Thai na rua, na frente do Shopping MBK, de graça, pra quem quiser ver. Era mais uma exibição do que campeonato, mas ninguém ali entrou no rinque pra brincar. No total, sete lutas, 14 lutadores de vários países.

Meu primeiro contato com uma luta não poderia ser melhor. De todas as lutas que existem por aí, Muay Thai sempre foi a que eu mais simpatizei. Vale-tudo é o grande xodó da galera, eu também acho legal, mas quando os caras inventam de lutar no chão, naquele agarra-agarra que mistura sangue e suor, me dá vontade de dormir. Já o Muay Thai, se os neguinhos resolvem cair no chão ou ficar se abraçando pra ganhar tempo ou algo parecido, o juizão já chega junto pra colocar todo mundo de pé. A briga é de pé o tempo todo. Então imagina: se olhar Muay Thai na TV é divertido, imagina uma luta ao vivo, acontecendo a dois metros de ti, na Tailândia, país que inventou a bagaça? É sensacional.

O que realmente mais chama atenção é o preparativo pré-luta. Os lutadores não chegama lá, sobem no ringue e começam a se dar soco. Tem toda uma cerimônia antes. Primeiro, eles sobem no ringue enquanto são apresentados pelo locutor. Aí, uma banda com instrumentos clássicos tailandeses começa a fazer um som muito legal, embalando os lutadores em uma espécie de dança de abertura (sei lá, inventei agora). A princípio, cada um faz a dança do seu jeito. Uns ficam mais tempo, outros menos. Uns ajoelham e rezam, outros dão voltas no ringue quase como demarcando território. É muito legal de ver. E ouvir.






A música pára e os caras param de dançar. É hora do fight. Os dois vão ali pro meio do ringue e ouvem as instruções do juiz. E quando o sino toca é que a diversão começa. Não tem essa de estudar adversário, ter cautela. Eles iam pra cima mesmo. Na voadora. Jogando os cotovelos pra todos os lados. E a cada golpe que acertavam, a galera ia ao delírio. Nos primeiros segundos já dava pra escolher alguém pra torcer. E valia qualquer justificativa: "Bá, tu viu? O de azul mal cumprimentou o outro. Vou torcer pro de vermelho".



Das sete lutas, duas eram de mulheres. E elas não fizeram feio. Ficou claro, pra mim, quem manda na casa delas.



A gente consegui filmar um trecho da melhor luta da noite. Uma francês, de azul, contra um tailandês. Os dois, incansáveis, eram ridículos de bons. O francês, principalmente, tinha uma técnica absurda. Aliás, por mais que Muay seja Thai, nem sempre os caras daqui levavam vantagem. Pensei que estrangeiros não tivessem chances contra os locais, que respiram Muay Thai tanto quanto a gente respira futebol, mas nem sempre foi assim.




Experiência sensacional. Gostamos tanto que já estamos revirando a Bangkok 101 atrás de mais lutas. Talvez a gente vá em algum estádio, não ao ar livre como foi dessa vez, onde se aposta de verdade no vencedor. Coisa de filme. Coisa de Tailândia.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Zôo



Ah, zoológico. Aquele lugar pra onde a professora da primeira série adorava levar a turma. E a da segunda série também. A da terceira também. E a da quarta só levava quando a turma tá insuportável em sala de aula. Mas é por causa delas que eu adoro ir lá. E acho que todo mundo deveria gostar também. Zoológicos são pontos turísticos obrigatórios, mesmo pra quem odeia bicho e prefere ver de casa no National Geographic. E a razão é simples, e até óbvia: um zoológico nunca vai ser igual ao outro. Cada um vai ter os animais que melhor se adaptarem àquela região, ou que sejam mais fáceis de serem adquiridos pela proximida do habitat.


Vimos os clichês: leões, girafas, macacos, elefantes. Mas também vimos ursos menores e com caudas longas, corujas, pandas, alimentamos tubarões. Encontramos até uns tanques lotados de peixes que faziam a limpa no teu pé. A gente paga um pouco mais de um real pra ficar 10 minutos com o pé ali dentro. Confesso que demorei uns oito só pra me acostumar com as pequenas mordidas. Alguns peixes sem noção que mordiam sem dó dificultaram a adaptação. Mas no final a coisa anda e vira quase que uma massagem.



A cena mais engraçada aconteceu num canto onde eles recriaram o ambiente africano. Ali tinha duas girafas, um lagarto, algumas zebras e um avestruz, todos convivendo no mesmo espaço. E nos cinco minutos que a gente ficou por ali, já deu pra ver que o pobre do avestruz era o que mais sofria bullyng da galera. Ninguém tava nem aí pra ele. Teve uma hora que a girafa chutou o coitado. Pegamos a cena em vídeo.




Deu tempo até de encontrar um fã meu.



***


Esse foi basicamente o nosso sábado. O plano pra domingo era assitir mais um pouco de rugby e na sequência ver gente batendo em gente no Muay Thai. Pegamos nossa pelota de futebol que compramos numa loja barata e fomos ver o James jogar. Chegando lá, quem diria: em um dos 4 campos do lugar, tava rolando um jogo de futebol, com times uniformizados e tudo. Era o German All-Stars contra um time local. Assistimos uns 10 minutos de jogo desses pernas-de-pau e ficamos num campo desocupado trocando uns passes e lançamentos com a nossa bola de camelô de Torres. Tava tudo bem até que duas crianças vieram e roubaram nossa bola. E a mãe delas achando a maior graça. Minha senhora, não é engraçado. Vocês têm cinco segundos pra devolver a bola pra gente. Regra básica de relacionamento com brasileiros: jamais tire a bola de futebol deles. E é óbvio que não devolveram.

Se não tivessem 3 anos, iam se ver comigo.

***

Depois do Zôo, é hora do Muay Thai. Finalmente iríamos ver o pau comer nesse que é um dos esportes mais tradicionais do pais. Iríamos. Quando a gente chegou na bilheteria, descobriu que o preço pra estrangeiros era absurdamente mais caro. Deixamos pra ir mais pro final do mês, quando a maioria da galera recebe o salário. Nos olhamos e chegamos num acordo justo: resolvemos comer e beber naquele mercado onde tudo é barato, na Khao Sand Road.

O plano pro final de semana que vem é ir em alguma ilha. Aí sim, meu amigo. Aí sim.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Iguatemi precisa comer mais feijão

Mais um final de semana chegando. E pra variar, esse também promete. O plano no sábado é ir no Zoológico, que é bem perto de onde a gente tá. Dizem que é bem grande e tem muito bicho que o de Sapucaia nunca viu. O domingo vai ser reservado pra violência. Pelas 17h o James tem outro campeonato de Rugby pra disputar. E não vamos lá só pra torcer pro amigo bretão. O Gustavo e eu compramos uma pelota de futebol e pretendemos levar pra ficar jogando. Vai ser o primeiro exercício físico em muito tempo. E aí, na sequência, pelas 19h, vamos finalmente assistir a uma luta de Muay Thai. Uma não, algumas. E também é aqui perto, no - atenção - Ratchadamnoen Boxing Stadium. Tô realmente muito entusiasmado com a possibilidade de ver uma luta tão de perto e que não seja em um Gre-nal. Deve ser muito divertido.

E hoje, a sexta-feira que antecede um final de semana que tem tudo pra ser divertido, resolvemos jantar no Central World, um dos vários shoppings da cidade. E foi impressionante de ver a quantidade de lojas legais, uma do lado da outra. Tinha até loja exclusiva de quadrinhos. O próprio shopping em si era monstruoso de grande: 6 andares e corredores que pareciam não ter fim. O problema era que a cada 10 passos a gente tinha que olhar naqueles mapinhas que dizem "você está aqui, seu animal" pra se achar de novo.


Ah, tô em casa.