Primeira parada: Lumphini

Árvores, sombras, lagos, pombas, lagartos. Pronto, chega de falar do parque.
Segunda parada: Muay fucking Thai
O Gustavo encontrou uma revista sensacional, a Bangkok 101, que é basicamente pra turistas e fala das principais atrações da cidade em detalhes. Nela, ele viu que em muitas quartas-feiras rola Muay Thai na rua, na frente do Shopping MBK, de graça, pra quem quiser ver. Era mais uma exibição do que campeonato, mas ninguém ali entrou no rinque pra brincar. No total, sete lutas, 14 lutadores de vários países.
Meu primeiro contato com uma luta não poderia ser melhor. De todas as lutas que existem por aí, Muay Thai sempre foi a que eu mais simpatizei. Vale-tudo é o grande xodó da galera, eu também acho legal, mas quando os caras inventam de lutar no chão, naquele agarra-agarra que mistura sangue e suor, me dá vontade de dormir. Já o Muay Thai, se os neguinhos resolvem cair no chão ou ficar se abraçando pra ganhar tempo ou algo parecido, o juizão já chega junto pra colocar todo mundo de pé. A briga é de pé o tempo todo. Então imagina: se olhar Muay Thai na TV é divertido, imagina uma luta ao vivo, acontecendo a dois metros de ti, na Tailândia, país que inventou a bagaça? É sensacional.
O que realmente mais chama atenção é o preparativo pré-luta. Os lutadores não chegama lá, sobem no ringue e começam a se dar soco. Tem toda uma cerimônia antes. Primeiro, eles sobem no ringue enquanto são apresentados pelo locutor. Aí, uma banda com instrumentos clássicos tailandeses começa a fazer um som muito legal, embalando os lutadores em uma espécie de dança de abertura (sei lá, inventei agora). A princípio, cada um faz a dança do seu jeito. Uns ficam mais tempo, outros menos. Uns ajoelham e rezam, outros dão voltas no ringue quase como demarcando território. É muito legal de ver. E ouvir.




A música pára e os caras param de dançar. É hora do fight. Os dois vão ali pro meio do ringue e ouvem as instruções do juiz. E quando o sino toca é que a diversão começa. Não tem essa de estudar adversário, ter cautela. Eles iam pra cima mesmo. Na voadora. Jogando os cotovelos pra todos os lados. E a cada golpe que acertavam, a galera ia ao delírio. Nos primeiros segundos já dava pra escolher alguém pra torcer. E valia qualquer justificativa: "Bá, tu viu? O de azul mal cumprimentou o outro. Vou torcer pro de vermelho".

Das sete lutas, duas eram de mulheres. E elas não fizeram feio. Ficou claro, pra mim, quem manda na casa delas.



A gente consegui filmar um trecho da melhor luta da noite. Uma francês, de azul, contra um tailandês. Os dois, incansáveis, eram ridículos de bons. O francês, principalmente, tinha uma técnica absurda. Aliás, por mais que Muay seja Thai, nem sempre os caras daqui levavam vantagem. Pensei que estrangeiros não tivessem chances contra os locais, que respiram Muay Thai tanto quanto a gente respira futebol, mas nem sempre foi assim.
Experiência sensacional. Gostamos tanto que já estamos revirando a Bangkok 101 atrás de mais lutas. Talvez a gente vá em algum estádio, não ao ar livre como foi dessa vez, onde se aposta de verdade no vencedor. Coisa de filme. Coisa de Tailândia.
Meu deus, que coisa impressionante, parece que não tem regra nenhuma. Eu não ia gostar nada dessa selvageria. :P
ResponderExcluirCADE O SAGAT???
ResponderExcluirMas que post homenzinho esse!!! Escorreu testosterona das fotos. beijo!
ResponderExcluir